domingo, 19 de janeiro de 2025
Uma manifestação pacífica a favor dos títulos de livros
quarta-feira, 6 de novembro de 2024
Análise do Tipo de Texto, do Género, das Sequências Textuais e dos Mecanismos de Coesão e Coerência em “A Busca de um Sonho” de Andes Chivangue”
domingo, 27 de outubro de 2024
Os professores de português podem contribuir muito para o desenvolvimento do nosso "sistema" literário
Há qualquer coisa que me intriga nos professores. Parece ser a classe de profissionais que mais se envolve em actividades de transformação da nossa sociedade na dimensão política e social, sobretudo. Não saberia dizer se tais acções são positivas, patrióticas, pertinazes, inglórias ou fraudulentas. O facto é que são acções vistas por todos nós. Ou mais, de uma forma ou de outra, impactam nas nossas vidas, incluindo em dimensões das quais eles próprios se queixam. Cabe, a título de exemplo, mencionar a qualidade de ensino; as dificuldades de leitura e escrita; a iliteracia digital; acções fraudulentas dentro e fora do contexto escolar.
É exactamente neste quesito que o título deste texto encontra chão fértil para ganhar vida e gerar frutos.
O conflito entre o domínio da língua e a liberdade estética na actual produção literária moçambicana
"do que vem sendo produzido, é notório o crescimento do valor estético das obras que vão sendo publicadas, pois as condições de interação entre a crítica e a escrita também melhoraram e, por outro lado, nota-se também que já se confunde cada vez menos o que é mau domínio das linguas e liberdade poética"
Lourenço do Rosário
Não gosto de ser mal percebido nestas coisas de emitir opiniões sobre isto e aquilo. Quem gosta? Cogito, seriamente, na hipótese de passar a incluir ilustrações neste exercício, como uma espécie de tutorial para o manuseamento de uma ferramenta, do mesmo modo como o fazem os usuários do YouTube. Quem sabe ainda consigo ter lá algumas visualizações que me possam render moedas para chancelar estas ideias num volume.
A (ir)relevância de estudar literatura e linguística para se ser escritor
"Nunca tive de ouvir o hip-hop tuga para o fazer." Inicio a minha intervenção com esta frase de Sam The Kid, um rapper português que tem muito a dar aos poetas da minha terra e geração. Entre excessos de egotriping, há, nesta frase, uma verdade. Não é coisa que se possa buscar e aplicar ao contexto da escrita e dizer, com bastante infelicidade, que nunca se leu literatura para a fazer. Seria inglório, para não dizer pior.
Sei que há muitos casos de poetas/escritores que têm uma relação umbilical com o rap e um contacto mais tardio com a literatura. Embora eu seja defensor deste fundamento para subsidiar relações intertextuais entre a escrita desta geração com o rap, isso não quer dizer que assuma a ideia de alguém dizer que nunca leu os outros para escrever: não é uma declaração honesta.
Será a coerência um elemento dispensável no texto poético?
Gosto da possibilidade de ter outros campos de saber a contribuírem para a compreensão dos estudos literários, ou, pelo menos, dos textos produzidos neste domínio de realização discursiva.
Dentre tantos, existe
um que se interessa pela explicação dos modos de composição e sequencialização
textual, culminando com a descrição dos mecanismos internos ou externos ao
texto que condicionam a interpretação das unidades que nele coexistem.
Embora o texto poético (ou literário, em geral) se beneficie de uma certa especificidade do ponto de vista da sua composicionalidade e estilo, por estar na categoria de texto, precisa, sim, de conter algumas propriedades que o possam garantir alguma sobrevivência na relação autor-contexto-código-canal-leitor.





