Nos dias de hoje, tornou-se inexistente, em Moçambique, a figura do crítico literário. Não me refiro à actividade, mas ao título. À denominação. À etiqueta. Enfim, pouca gente se define como crítico literário. Somos todos ensaístas.
Esta preferência por se definir como ensaísta não decorre de uma assembleia geral ou algo similar. É uma tendência que os cultores da metalinguagem em espaços públicos foram tomando, motivados, quiçá, pela percepção viciada e quase pejorativa que se tem de um crítico literário. Pelo que a ideia de se assumir como ensaísta parece ser mais eclética e menos problemática.



