sexta-feira, 10 de abril de 2026

Crítico literário ou ensaísta _ das qualidades para se ser à relevância na cadeia de valor do livro

Nos dias de hoje, tornou-se inexistente, em Moçambique, a figura do crítico literário. Não me refiro à actividade, mas ao título. À denominação. À etiqueta. Enfim, pouca gente se define como crítico literário. Somos todos ensaístas.
Esta preferência por se definir como ensaísta não decorre de uma assembleia geral ou algo similar. É uma tendência que os cultores da metalinguagem em espaços públicos foram tomando, motivados, quiçá, pela percepção viciada e quase pejorativa que se tem de um crítico literário. Pelo que a ideia de se assumir como ensaísta parece ser mais eclética e menos problemática.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

A qualidade da aparição do escritor na televisão/rádio é medida pela qualidade das perguntas do jornalista/apresentador

Não basta publicar um livro, achar que ele é muito bom e, por isso, as pessoas vão comprar, como quem busca a salvação. É preciso vender. O papel da venda não cabe apenas à livraria ou a outros meios tradicionais para esse fim. Hoje em dia vemos editoras e autores nessa actividade. É positivo e interessante ver tanta gente envolvida nisso. Uma das figuras que devia fazer parte deste movimento é o jornalista/apresentador de televisão/rádio. Cá entre nós, não vale a simples entrevista cujas perguntas parecem ter sido extraídas de um manual de instruções. Inflexível. Padronizado. Estanque. É preciso que haja algo a mais.