“Quando o ruído se espalha por toda a baía, retiro o mastro, já sem vida, deste mar quente” porque a vida, em Moçambique, tem mais improvisos que o jazz.
Um olhar diacrónico sobre a literatura moçambicana revela-nos que sempre houve uma simbiose entre a escrita e outras artes, sobretudo a música e a dança. Esta surge associada a vários elementos: há registos de autores que retomam certas músicas para com elas dialogar e partilhar a mesma construção temática; outros realizam uma espécie de pastiche de certos registos musicais; e outros, não poucos, têm na referência à música e à dança uma matéria prima que serve de balsamo para as personagens (se se tratar da narração) ou para o sujeito poético (se se tratar da poesia).





