O recurso ao erotismo como forma de expressão de vários sentimentos, emoções e ideias tem-se tornado uma tendência bastante notável na literatura moçambicana. Olhando para esse pressuposto, julgamos que, de certa forma, o erotismo permite uma abordagem da sexualidade feminina de forma mais aberta, desafiando normas sociais e culturais que frequentemente silenciaram a expressão sexual e dos desejos da mulher.
Neste texto, procuramos, de um modo geral, compreender
como o erotismo pode ser um recurso que expressa autonomia da mulher em
“Proibido” de Franklin Gravata. Para alcançarmos este propósito, iremos: (i) definir
o erotismo na perspectiva de vários autores; (ii) discutir a presença do
erotismo na literatura; e (iii) analisar os traços do erotismo no texto
“Proibido” de Franklin Gravata.
Durigan (1985) refere que o termo erotismo deriva de “Eros” (Deus do amor), e é uma representação cultural que organiza o desejo sexual de actores visando a atualização do princípio do prazer (p.92).





