sábado, 3 de janeiro de 2015

EM JEITO DE COMENTÁRIO DO ARTIGO: “SERÁ A ESCRITA A ÚNICA VIA DE LIBERTAÇÃO DO HOMEM E A IMAGEM AUDIOVISUAL SUA MORTE?”

Reagindo a certas afirmações durante o lançamento de um livro em Xai-Xai, um amigo achou urgente escrever e enviar-me um artigo intitulado:
“será a escrita a única via de libertação do homem e a imagem audiovisual sua morte?”…
É verdade que houve um apelo expresso ao “escovismo”, mas, inicio a minha intervenção aplaudindo a pertinência e actualidade do debate que se levanta. Não pretendo fazer mais que um singelo comentário em torno deste assunto que, sinceramente, exige mais do que posso oferecer intelectualmente. Mas, enfim: cada um dá o que tem para oferecer!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A modelização da estratificação social em Moçambique por Azagaia (em Cubaliwa) e Gpro (em Forever)

Estupendo! Foi a palavra que me escapou pelos lábios depois de minutos de silêncio gritante escutando “Cubaliwa” de Azagaia (rapper moçambicano) e “Forever” da Gpro (grupo moçambicano de Rap).
Tudo começou quando na faixa intitulada “cães de raça” vejo-me repentinamente a mercê da caracterização mais lúcida da sociedade moçambicana com que me cruzei nos últimos anos,

quinta-feira, 19 de junho de 2014

João Belo’s swing

Se há algo que nunca me faltou em vida, é o sossego. Tanto que enxertei na minha personalidade, algo a que chamaria de serenidade.
Seria um ledo engano, pensar-se que o que é dito nas primeiras linhas deste artigo revela a indiscrição de alguém que tenha nascido e criado num berço de ouro. O certo é que tal sossego no mais dicionaresco sentido do termo, foi-me sempre dado de mão beijada pela pequena e singela cidade de João Belo que por inerências ideológico-conjunturais, tomara o nome de cidade de Xai-Xai, para mim cidadela Ka ntchai-ntchai.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ÂNSIAS DO HINTERLAND

Com os olhos fixos no abstracto,
Eu corpo, procuro satisfação
Da ânsia física em ti.
E eu alma, chamo por vagos devaneios
Que nesse tal vazio, hospedam fascínio!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

As coisas que a gente fala!

Para os estudiosos e policiais assumidos da língua, a isto chamaríamos de extensão semântica: refiro-me às conotações que podem advir do uso do termo “COMER”.
Vejam: todo santo diabo que se diz macho, quando atingido pela vontade que condiz com o seu papel para com as fêmeas diz: estou com uma AVC a minha namorada, noiva, baby, chick, darling ou gaja, para os mais grosseiros (grosseria ou não, cada um cria um nome a seu gosto e vontade para a sua flor-de-lótus).

A origem dos -ismos que nos controlam: -um palavreado heteroglóssico da música “oligarquismo” da autoria de Valete

Sabe, se tivesse que pagar imposto pela importação ou (para usar um termo menos alfandegariamente comprometedor) download de e-books estaria “à beira de um ataque de nervos” porque o sistema alfandegário moçambicano teria qualquer coisa como um AVC (Alta Vontade de me Comer…financeiramente, claro) e até aos dias que correm estaria encarcerado (vendo o sol aos quadradinhos), solitário e, de tanto matutar, chegado a uma das conclusões mais absurdas de todos os tempos: “o sol tem o formato de um favo…”