A origem dos -ismos que nos controlam: -um palavreado heteroglóssico da música “oligarquismo” da autoria de Valete

Sabe, se tivesse que pagar imposto pela importação ou (para usar um termo menos alfandegariamente comprometedor) download de e-books estaria “à beira de um ataque de nervos” porque o sistema alfandegário moçambicano teria qualquer coisa como um AVC (Alta Vontade de me Comer…financeiramente, claro) e até aos dias que correm estaria encarcerado (vendo o sol aos quadradinhos), solitário e, de tanto matutar, chegado a uma das conclusões mais absurdas de todos os tempos: “o sol tem o formato de um favo…”
Claro! O contexto exerce sobre o enunciador uma influência gigantesca, seja qual for a realidade intelectual deste. Daí a necessidade de se reter que todas as mentiras que são tidas como verdades se calhar nem cheguem a ser verdades como tal…o mesmo raciocínio pode ser feito em relação às mentiras que em verdade acreditamos que sejam verdadeiramente mentiras.
Facto: a fé, seja religiosa, científica ou das mais triviais convicções que nos controlam como se fôssemos marionetes, é fruto de um contexto que se manifesta explícita ou implicitamente e de forma intertextual…é tudo ruptura ou continuidade para com o contexto.
É exactamente por isso que depois de uma considerável temporada na cadeia (contexto), num daqueles deslizes na cognição devida, a conclusão de que “o sol tem formato de um favo” se calhar me teria habitado os pensamentos, como rescaldo da influência que o contexto e os seus ditames teriam exercido sobre mim. É caso para suspirar: uau! mysterious of the brain!!!
Ora, para ser politicamente correcto, não me vou alongar, mas, antes que coloque aquela coisinha chata a que se chama ponto final, gostava de fazer-te lembrar a história de um povo que outrora chamou a si a lucidez e condenou um acto nobre (colonialismo).
[Atenção: nobre, aos olhos do agente, que viveu num espaço e tempo determinados, e não do experienciador. Entenda bem!]
Entretanto, quando tudo parecia lindo, eis que o mesmo povo (integrado noutro contexto) retoma a moda que ontem condenara, embora apresente uma nova roupagem (ainofosul).


Desconhece o termo ainofosul?

Se sim, lembre-se: nada como um anagrama para dizer o que pretendemos dizer sem falar…:)

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