quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A origem dos -ismos que nos controlam: -um palavreado heteroglóssico da música “oligarquismo” da autoria de Valete

Sabe, se tivesse que pagar imposto pela importação ou (para usar um termo menos alfandegariamente comprometedor) download de e-books estaria “à beira de um ataque de nervos” porque o sistema alfandegário moçambicano teria qualquer coisa como um AVC (Alta Vontade de me Comer…financeiramente, claro) e até aos dias que correm estaria encarcerado (vendo o sol aos quadradinhos), solitário e, de tanto matutar, chegado a uma das conclusões mais absurdas de todos os tempos: “o sol tem o formato de um favo…”

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os soluços do Sr. Dito Cujo Ensino Secundário Geral

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O
 verão está a chegar sem cerimónias. É sinal de que o ano está a findar. Resultados serão publicados. Um bom número vai reprovar. Outro simbólico vai transitar. A sociedade vai alarmar-se. Abrir-se-ão debates sobre a qualidade de ensino em Moçambique, e quando isso acontecer, as minhas questões serão: o que é qualidade de ensino? Quais os critérios para medi-la?
Entretanto, antes que tais debates que, aliás, gozam de alguma futilidade perante um ainda maior problema que se nos coloca, sejam abertos gostava de proferir algumas palavrinhas que me chegaram à mente:

domingo, 28 de julho de 2013

Façamos de contas que a literatura é uma sopa sem sal: sobre as funções da literatura!

É certo que todos temos o livre arbítrio de expressarmo-nos a bel-prazer e ninguém pode ser condenado por isso, a não ser que os seus pronunciamentos extrapolem os ditames do BOM SENSO e BOM GOSTO.
Sabe, lidar com literatura numa sociedade que como por uma praga das mais “peçonhentas”, fora consumida pelo imediatismo, é expor-se a questões como: Literatura para quê? Esta malta não têm algo melhor a fazer?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Os Solavancos a que a literatura nos remete: sobre a ficcionalidade literária!


Estas coisas de nos envolvermos com a escrita literária e seus campos adjacentes tornam-nos tão hipócritas que nem nos damos conta disso. Consideremos, portanto, que a noção de hipocrisia aqui trazida é deveras literal para que se submeta sem reservas a qualquer estereótipo preconcebido pelas e entre as pessoas.
Vejamos, ao envolvermo-nos com a escrita, criamos uma personagem a nosso gosto, ponderação e exigência para que fale por nós de forma bela, acima de tudo, em sessões de autoterapia a que chamamos de exercício artístico. E, sem nos apercebermos, esse Outro (artístico) torna-se muitas vezes diferente do Eu (sujeito biopsicosociocultural). Daí a velha e célebre frase Pessoana: “o poeta é um fingidor”.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Em jeito de reflexão sobre a cidadania


I
Sou melomaníaco assumido. É exactamente esta a razão que me fez dar ouvidos a uma música linda (no mais preciso sentido do termo) intitulada “if you are out there” cuja autoria é atribuída a John Legend. Repeti a música por não sei quantas vezes porque há lá dizeres de extrema significância, entre os quais teríamos:

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Com quantas mentiras se faz um grande amor?

Há qualquer coisa de nefasto nas frases que disse e não disse.

Nas que disse,
há lá falares lindos
nenecando dizeres meramente ficcionais.
Nas outras que escondi de ti, não para ti, mas por ti,
Para que teu coração não enfartasse de vez,
Divagam falas doloridas e sem métrica.
Claro! Estão todas prenhas de dizeres verosímeis!