domingo, 12 de agosto de 2012

Unidade nacional na diversidade cultural

Se o discurso politicamente correcto fala de unidade nacional, o politicamente incorrecto questiona até que ponto se pode falar de uma unidade como sinónimo perfeito de homogeneidade.
Talvez para a melhor enquadramento semântico do assunto que aqui pretendemos discutir, urge trazer algumas questões basilares que vão, se calhar, cimentar o nosso entendimento do assunto.
Será que podemos usar a expressão unidade nacional no sentido de convenção? Mutua inteligibilidade dos assuntos tribais? Ligação intima? Comungar de ideias? Cumplicidade? Ou mesmo união! Afinal o que é unidade nacional? Como os elementos de uma determinada sociedade podem ser designados por unidos? O que deve  haver  de comum ou de diferente e com que grau para que se cunhe o termo de forma pura e consensual? Ou talvez o termo certo para nos referirmos a uma sociedade que em muitas vezes se caracteriza por diversa nos seus variados aspectos seja “convenção”(convenção Nacional).

sábado, 11 de agosto de 2012

CONTO e CRÓNICA: QUE DIFERENÇAS?

Pelo devasso vício de escrever, são várias as vezes em que nos chega a vontade de juntar letras para falar de alguma coisa que não seja nada. Costumamos ser felizes nisso, porque há sempre algo que sai, a que todos chamamos de texto __ mas que tipo de texto é?
Essa é sempre uma boa pergunta!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

NÍVEIS DE ANÁLISE TEXTUAL

São vários aspectos que devem ser considerados quando se está para analisar um texto. Contudo, a este artigo interessa abordar questões basilares no que concerne pura e simplesmente aos níveis de análise textual, que poderão ser aprofundados com mais pesquisas acerca do assunto.
Assim, poderia avançar os três níveis de análise textual que andei encontrando algures, que são: o nível pré-textual, o sub-textual e o Textual.

POESIA MOÇAMBICANA DE HOJE

É certo que esta não é a forma mais ideal de dar início a um artigo, até para o mais extraordinário dos escritores, mas devo, antes de mais, ressaltar a dificuldade que só ninguém não enfrenta quando se trata de falar deste assunto __ Poesia moçambicana de hoje.

A primeira seria o facto de ser, ainda, um fenómeno numa fase que podemos considerar embrionária e por assim ser, torna-se difícil indagar acerca dele tanto para mim assim como para qualquer historiador da literatura com a lucidez em dia.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Um convite à leitura d'O último voo do flamingo de Mia Couto

“O último voo do Flamingo”, romance de Mia Couto, é uma obra em que se aborda o período pós-guerra civil em Moçambique. Uma ficção sobre os tempos em que estiveram neste país soldados da ONU integrados na missão de manutenção de paz. O romance narra estranhos acontecimentos de uma pequena vila imaginária “onde acontecimento era coisa que nunca sucedia e que só “os factos são sobrenaturais”.
O narrador conta que certo tempo depois de cessada a guerra em seu país, alguns soldados da ONU explodiram. “Simplesmente, começaram a explodir. Hoje, um. Amanhã, mais outro. Até somarem, todos descontados, a quantia de cinco falecidos” em circunstâncias que não são explicadas de forma plausível.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

G.U.N (governo de unidade nacional)

É um facto que em África, palavras correspondentes a línguas europeias tomam novos valores semânticos devido ao contacto com a cultura africana. Porém, por tão vasto que seja este argumento, não engloba palavras como “vencedor” e “vencido” que desde a primeira noção de jogo introduzida pelos jogos olímpicos na Grécia antiga, é de senso comum que estas palavras identificam e consequentemente distinguem pessoas/grupos que ocupam “estatutos” diferentes.