Unidade nacional na diversidade cultural


Se o dicurso politicamente correcto fala de unidade nacional, o politicamente incorrecto questiona até que ponto se pode falar de uma unidade como sinónimo perfeito de homogeniedade.
Talvés para a melhor abordagem ou enquadramento semântico do assunto que aqui pretendemos discutir com um caracter exitante - exitante pelo comudismo a que nos está habituado a ouvir quase de forma inocente e com uma certa relegiosidade, urge trazer um pequeno inventário de vocábulos que vão sugerir e se calhar cimentar o nosso entedimento do assunto.
Será que podemos usar a expressão unidade nacional no sentido de convenção? Mutua inteligibilidade dos assuntos tribais? Ligação intima? Comungar de ideias? Cumplicidade? Ou mesmo união!...Afinal o que é unidade nacional? Como os elementos de uma determinada sociedade podem ser designados por unidos? O que deve  haver  de comum ou de diferente e com que grau para que se cunhe o termo de forma pura e consensual? Ou talvés o termo certo para nos referirmos a uma sociedade que em muitas veses se caracteriza por diversa nos seus variados aspectos seja “convenção”(convenção Nacional).

Desde a independência para cá, se tem falado de exaltação do sentido de dever ou o exercício são e consciente do patriotísmo como parte do processo de construção da nação a qual aqui discutimos sua unidade na sua diversidade multicultural.
Em questão de unidade, é possivel apaziguar as diferenças (culturais) e nos unirmos em torno de um objectivo e com isso nada mais nada menos saimos a ganhar mas a celebrar com vigor a razão da nossa tolerância e acreditamos que cada um de nós principalmente a juventude pode cimentar esta unidade na diversidade cultural procurando na sua diversidade unificar o sentido de unidade que Eduardo Mondlane sonhara a quase meio século.

Muitos poderiam ser os exemplos que aqui poderiamos trazer como resposta que qualquer cidadão deste país nos daria por hipótese a questão: quais as marcas que a seu ver caracterizam unidade no país? Se calhar logo a primeira nos seriam os simbolos(bandeira, o emblema, o hino) e depois o metical , a lingua (Português). E depois? A tocha? Os valores tradicionais? As nossas línguas nativas? Os nossos habitos, usos e costumes? Em fim a nossa cultura?    
Ao falar do patriotismo, implicitamente nos referimos a  aceitação pura e sem questionamentos envolto  à agenda  nacional aliás – começo e chegada do verbo unir autor da união, unidade, unificação, em fim o que concebemos hoje como nação.
Se em paralelo com a unidade solicitamos um comungar da agenda nacioinal fica aqui claro que urge por consguinte eliminar as assimetrías regionais, o tribalismo, egocentrismo (mais no sentido do individualismo), a exclusão ideologica bem como a distribuição desigual da riquesa e poder ou de oportunidades - inimigos dum estado com uma constituição que prima pela abragência.
Olhando para o pódio do texto ”unidade nacional na diversidade cultural”; o que desencadeia o caracter inquietante da questão não é a falta de unidade. Talvés ver mesmo o que o vocábulo unidade nos da como significado. Segundo Dicionário Universal de Língua Portuguesa o termo significa qualidade do que é uno, ou seja exclusivo, sem igual, que é só um, aliança,  pacto,etc.
Pegando fielmente no iten “pacto”ou “só um”, falar de unidade, parcialmente deixamos de fora a questão cultural, pois parece este não seleccionar naturalmente elementos como unidade cultural( aqui nos deparamos com o sentido de identidade e pertença onde elementos de estigmatização são notaveis quase em todos os tempos. Os do sul ainda no sentido pejorativo entre eles chamam-se de manhambanes cacatas e machanganas confusos; os do sul para com os do norte xingodos escuros e rebeldes); ecnómica (desigualdade de oportunidades e acomulação exacerbada de captal por parte de quem o detem sem se impôr com os seus patriotas), política (acomulacao de altos cargos, visao do outro como inimigo enquanto for de ideologia partidaria beligerante e por isso tem de ser aniquilado e extinto), etc, pois estes elementos pela sua natureza vivem uma diversidade em vertude das co-variações e das co-denominações da sua genese.
Intencionalmente, o elemento liguístico no caso a língua Portuguesa, é por excelência um exemplo de unidade tendo enconta o próprio processo da construção da nação moçambicana, prende-se com  o assumir do Português como língua de unidade nacional visto que desde os primórdios, os autores da nossa independência perceberam que a questão da diversidade línguistica nacional poderia ser um entrave na definição da então agenda única para os moçambicanos- a independência.
Olhando para o Português como língua oficial, podemos visitar os critérios de R.Bell para a definição de uma língua como oficial por consguinte, deve obdecer:
Padronização - (que se prende com a unificação do que existe de forma escrita bem como o funcionalismo da língua que no nosso contexto não nos diz muito pois herdamos o Português como elemento de aculturação embora  nos dias que correm se fale da nativização da língua - Português moçambicano que à esteira dos acordos ortográficos parece se vislumbrar uma espécie de antitese a essa ideia nobre );
Historicidade - ( a língua enquanto símbulo de identidade);
Autonomia e normas de facto( o sentir-se bom ou mau falante).
Nota-se não só no texto mas também do texto para fora (realidade) um certo paradoxo intencional, que sugere um assumir de posicionamentos que depende ao de tudo do discernimento lúcido do nosso alocutário.
Se por um lado se pode discutir com uma certa mestría mas sem dogmatismo algo  sobre o tema em analise, percebemos que a língua é um elemento incontestável  para a construção de uma identidade bem como da unidade de um povo, pois a maneira como vemos e vivemos o mundo é fortemente influenciado pela língua que usamos porque com ela categorizamos os objectos da nossa cultura e o mundo onde nós vivemos é em grande parte construido pelos habitos linguísticos do grupo cultural, intendendo cultura na perspectiva de Hudson(1990), como conhecimento cultural apreendido dos outros ou conhecimento que alguém possui por ser membro de uma sociedade que por sua vez pode ser conhecimento cultural adiquirido partilhado, e não partilho.
De um modo geral o objectivo deste texto não é pôr em causa as convicções nem as crenças do alocutário, mas sim desencadeiar um assumir  de posições discursivas com todo discernimento e lucidês na espectativa do possível, pois é essa lucidês que se pede aos auditores que permite o exercício pleno da cidadania. Há vários elementos que poderiamos ter focalizado para o “enceramento” da nossa discunção mas a língua foi nosso elemento de eleição para demostrar a nossa abertura  bem como também poderia ter sido outro mas por uma questão de um abrir de portas para mostrar a nossa concepção de unidade que hoje gozamos até com certo orgulho enrelação aos outros compatriotas nossos como por exemplo do Sudão onde se houve e se sente a diferença da sua unidade em fim...

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