“Somos sempre guiados pela
balança do prazer”, ele diz. Talvez estivesse nutrido de visões a meu respeito
relativamente ao sentimento que me habita neste exercício de conversar com ele
sobre o rap e a sua escrita.
Não sei com que idade terá
escrito “As Idades do Vento” (2016), um livro de poesia com o qual se estreia
nestas coisas de publicar livros. Penso nisto alguns dias depois de termos
encetado esta conversa: serão as idades do vento equiparáveis às idades da sua
convivência com o rap? [deixo isto para uma conversa futura…]
Os poetas não se cruzam
uma vez: seria mau agouro. E, cá entre nós, já estamos há quase dez anos a
viver maus agouros na Pérola em resultado de um escrutínio com resultados
esmagadores e retumbantes, como sempre. Basta!
Tem uma concepção peculiar sobre a poesia que, aliás, não é só sua. Grassa no nosso tempo. Mas, igualmente, esta é outra coisa sobre a qual nos iremos deter num desses dias numa conversa que não seja “tela a tela”. Antes que prossiga, permitam-me só um comentário: a Silicon Valley é o Egipto dos novos tempos: quantas viagens teria feito para conduzir estas conversas se não tivesse em mãos um brinquedo pensado e manufaturado em Silicon Valley ou numa das suas réplicas pelo mundo afora?





