Há
dias em que acordo decidido a mudar. Levanto-me cedo, organizo os meus
apontamentos, preparo os livros e prometo a mim mesmo que, finalmente, vou
estudar com seriedade. Digo que desta vez será diferente, que vou conseguir
manter o foco, que não vou deixar nada para depois. Mas bastam alguns minutos
para que tudo comece a desmoronar. Primeiro é o telemóvel que vibra “só para
ver uma mensagem rápida”, depois uma conversa sem importância que se prolonga
mais do que devia, mais tarde uma música que me prende ou um episódio de uma
série que “só hei de ver um bocadinho”. E, quando volto a olhar para o relógio,
o dia já escorregou entre os dedos. O silêncio da secretária continua ali, os
livros continuam abertos na mesma página, e eu continuo exactamente no mesmo
lugar.
sábado, 29 de agosto de 2026
terça-feira, 4 de agosto de 2026
O erotismo como mecanismo de expressão da feminilidade: em “ABC da Cantiga da virgem e Rasga toda ela” de Matilde Chabana e “À meia-noite e Poema 004’’ de Hera de Jesus
Falar
do erotismo como mecanismo da expressão da feminilidade na poesia, olhando,
especificamente, para poesia moçambicana, significa pôr em destaque algumas vozes
femininas que, na contemporaneidade, desafiam os tabus sociais relacionados ao
corpo, desejeso sexual, prazer e sexualidade. É neste contexto que se justifica
a presente reflexão, pela necessidade de compreender como o erotismo é
utilizado na poesia para expressar a feminilidade. Para a concretização deste
intento, analisa-se os poemas “ABC da Cantiga da virgem e Rasga Toda Ela” de
Matilde Chabana e “À Meia-noite e Poema 004” de Hera de Jesus.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

