sexta-feira, 5 de março de 2021

A propósito das cores da literatura: se temos armas, travemos batalhas que sejam nossas!

Basta olhar para o nosso passado literário (escrito) para perceber que a literatura moçambicana teve sempre uma participação nos problemas do seu tempo e meio.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Das idades das vontades à perenidade das farpas

Esguio-me aqui na retina da memória como se este saudosismo me pudesse apartar dos estrondos com que esta gente nova roça o tímpano. Belisca a iris. E faz cócegas na opinião que se deve formar sobre ela. 

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Façamos de contas que São Valentim não lutara por uma causa perdida

"o amor é uma corrida 
imparável entre dois
(ou mais) o primeiro 
a chegar perde."

Leio este poema de Gonzalo Fragui e o excesso de realidade nele contido faz-me degustar o desencantamento do amor como se a sacralização de Valentim tivesse sido daqueles deslizes em que a humanidade canoniza pseudo-intelectos e realizações.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

O camaleão de Samsanga

...vi Salatiel Matchazi cantando e dançando “vadhla voxe” de Jeremias Ngoenha e engoli pela goela adentro todo encantamento do mundo que ainda degustava na boca. Aquele saltitar e vigor para marchar pela “causa comum” era duma incredulidade espantosa não pela vontade com que o fazia porque a hipocrisia caia-lhe tão bem quanto a túnica que trazia para cobrir o rechonchudo abdômen.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Chamada para a Revista RectasLetras

A coordenação editorial da revista RectasLetras convida os críticos literários, professores e estudantes de letras, jornalistas, escritores, editores e demais interessados à submissão de recensões e/ou críticas literárias, prefácios e textos de apresentação de obras literárias publicadas em 2020 no mercado literário moçambicano para o primeiro número desta revista que tenciona ser uma referência no mercado livresco em Moçambique.

É momento de pormos "likes" na convenção de Berna (?)

O ano é 2021. Depois das felicitações que auguram um ano próspero, chegam-nos, a partir das duas margens do Atlântico, pombos-correios e a correspondência que nos trazem não nos surpreende mas desola-nos e convida-nos a reavivar Mikhail Backtin, Júlia Kristeva e os tratadistas do famigerado Convênio de Berna para a Proteção das Obras Literárias e Artísticas adoptado em 1886.