Não basta publicar um livro, achar que ele é muito bom e, por isso, as pessoas vão comprar, como quem busca a salvação. É preciso vender. O papel da venda não cabe apenas à livraria ou a outros meios tradicionais para esse fim. Hoje em dia vemos editoras e autores nessa actividade. É positivo e interessante ver tanta gente envolvida nisso. Uma das figuras que devia fazer parte deste movimento é o jornalista/apresentador de televisão/rádio. Cá entre nós, não vale a simples entrevista cujas perguntas parecem ter sido extraídas de um manual de instruções. Inflexível. Padronizado. Estanque. É preciso que haja algo a mais.
PÁGINAS
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sexta-feira, 3 de abril de 2026
sexta-feira, 27 de março de 2026
"a literatura não se faz apenas com génios, há uma segunda camada que é importante"
Lembro-me desta frase de Eugénio Lisboa sempre que me é pedida uma revisão de um livro de prosa. A mesma foi proferida numa entrevista concedida pelo escritor e crítico literário a Pedro Mexia, e foi publicada no Jornal Expresso a 28 de Fevereiro de 2021.
A voz de Lisboa ecoa no ouvido quando revejo prosa, não porque tal não se aplique à poesia. Ocorre, talvez, por ser na prosa que encontro bons exemplos para o alcance desta frase.
sexta-feira, 20 de março de 2026
Perigos do isolamento e do comportamento de manada na criação literária
São poucas as frases que se tornaram clichês quanto esta: escrever é um acto solitário. O que ela reproduz é qualquer coisa de ritualístico, que nem sempre é comum entre os que têm, na escrita, uma actividade sócioprofissional. Há gente que precisa desse "ritual" e estabelece um cronograma para o efeito, mas há quem prefira escrever enquanto sente o pulsar do objecto da sua redacção ou, não raramente, com uma música que lhe transporte ao cerne da sua imaginação.


