DEU-SE À LUZ


Os sorrisos bailavam sem disfarce,
Perante a vida que a momentos chegara.
Ma só ninguém sabia o porquê vinda daquela vida!
Um novo ser revelava-se do corpo dum menino,
Já insinuava-se nomes de grandes homens,
Como se o nome dissesse mais que a distinção entre gentes!
E eu, surpreendido por uma inexplicável curiosidade curiosa,
Dei-me o papel de buscar motivos provindos
Da proveniência daquela vida cuja proveniência também me é inquietante.
Puxa! Este desconhecimento trouxera-me o conhecimento
Dum desconhecimento comum entre nós seres humanos.
É incrível, como existimos sem consciência
Do porquê e para quê dessa tal existência!
Chegam-nos sim para preencher esse vazio
Vários, uns individualizados outros não,
Vazios, com os quais dirigimos esta canoa que se chama vida!
E, se esta canoa é o que por nós é desconhecido,
Então viver, é remar no escuro em direcção a uma margem
Por nossa mente criada.

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